Olá, caro leitor que eu nunca vou conhecer do blog da minha mãe. Hoje tô escrevendo esse texto revoltado, irritado, e até com um pouco menos da minha esperança já escassa na humanidade. Hoje de manhã, fui com a minha turma da escola doar roupas. Nós reunimos algumas para vender em um bazar para arrecadar dinheiro para a viagem de concluintes da oitava série, mas já a fizemos e não precisamos mais do dinheiro. A priori, pensamos em doar para crianças carentes, mas nossa diretora mudou os planos e nos jogou pra o lugar mais traumatizante e triste que eu já vi e provavelmente verei na minha vida: um asilo. O objetivo era doar para o bazar que os donos do asilo iam fazer para arrecadar dinheiro. Ao pisar ali, meus "amigos" começaram a reclamar. Disseram coisas como "prefiro doar para as crianças", me deixando profundamente irritado. Como se os velhinhos não precisassem de dinheiro. Entramos, todos em fila brasileira (completamente desorganizada), com alguns mal-e...
Muito bem, já vai abril e as resoluções de ano novo continuam onde sempre estiveram. No campo das ideias. A esta altura eu já deveria ter parado de fumar, já deveria ter abolido alguns alimentos da dieta e já deveria ter reduzido também o consumo de bebida alcoólica. Todos estes hábitos nada saudáveis que ainda fazem parte do meu dia a dia mas não contribuem em nada para minha longevidade já deveriam ter sido abolidos há tempo, mas meu lado hedonista é muito muito autoritário e exigente, então cá estou eu, presa aos prazeres mundanos, colocando-os no patamar das missões impossíveis que elegemos como objetivos para o ano que vem. Porque procrastinamos tanto? porque não damos prioridade ao que nos faz bem? (e aí se inclui a não procrastinação, pois que ela gera ansiedade). Porque só na segunda feira, ou em 1 de janeiro? Muito já se escreveu sobre isso. Muito já li sobre isso, mas colocar em prática,...
A mente ociosa é a oficina do diabo . De tanto ouvir, já nem sei mais quem disse, ou se assim o disse. O fato é que o dito tem significado na medida em que nos lembra de uma das mais perturbadoras das características humanas: a habilidade de manter a mente em constante atividade, em um interminável diálogo interior, ocupada por pensamentos, quer abstratos, quer ligados a alguma atividade cotidiana, quer por lembranças de eventos passados, quer por fantasias quanto ao futuro. E aí, na fantasia sobre o que poderá ser o futuro é que está uma das nossas principais fontes de angústia, de medo e de inquietação. Não podemos ou não queremos conviver em paz com a incerteza que é a única certeza quanto ao futuro. Já cansada da ociosidade mental, das fantasias quanto ao futuro, de brigar, no futuro e na imaginação, com um milhão de pessoas, do motoqueiro que me costura no trânsito ao estofador que fez um servicinho capenga, estou eu aqui começando algo novo, tentando...
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