Olá, caro leitor que eu nunca vou conhecer do blog da minha mãe. Hoje tô escrevendo esse texto revoltado, irritado, e até com um pouco menos da minha esperança já escassa na humanidade. Hoje de manhã, fui com a minha turma da escola doar roupas. Nós reunimos algumas para vender em um bazar para arrecadar dinheiro para a viagem de concluintes da oitava série, mas já a fizemos e não precisamos mais do dinheiro. A priori, pensamos em doar para crianças carentes, mas nossa diretora mudou os planos e nos jogou pra o lugar mais traumatizante e triste que eu já vi e provavelmente verei na minha vida: um asilo. O objetivo era doar para o bazar que os donos do asilo iam fazer para arrecadar dinheiro. Ao pisar ali, meus "amigos" começaram a reclamar. Disseram coisas como "prefiro doar para as crianças", me deixando profundamente irritado. Como se os velhinhos não precisassem de dinheiro. Entramos, todos em fila brasileira (completamente desorganizada), com alguns mal-e...
"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente" William Shakespeare . Pânico: quando o medo vira medo (de si mesmo). Meio doido né? quando é que o medo vira medo? Quando ele deixa de ser uma sensação difusa e passa a ser autoconsciente. Ele passa a perceber a si mesmo através de sensações físicas desagradáveis e então passa a temer a si mesmo, à essas sensações que ele provoca involuntariamente. Ele vira medo quando sabe que pode ser perigoso, que pode imobilizar, que pode destruir.É irracional e difuso, não vem de uma ameaça real, vem do nada. De repente você não tem mais controle nenhum de seu corpo de suas sensações e emoções. No momento em que se passa a ter medo do próprio medo, passamos para um nível acima: pânico. Quando jovem, li em um livro de Lobsamg Rampa uma frase que sempre me vem a mente em tempos de pânico: " a ún...
O texto de meu filho ainda repercute. Eu ainda com o ego inflado, tomando para mim um pouco de seu brilho, como se a mim se devesse uma parte da responsabilidade por ser ele quem é, pego uma carona no sucesso dele para uma reflexão sobre nós, pais, adultos responsáveis pelo gerenciamento dessas mentes em formação. O quanto cabe a nós decidir o rumo que nossas crianças tomarão e como influenciar ou ao menos indicar o caminho que elas seguirão. Como pais, todos nós desejamos que nossos filhos tenham bons sentimentos, tenham inteligência, tenham capacidade de administrar com sucesso suas emoções, de atuar com firmeza de caráter no meio em que vive. Nós queremos nos orgulhar deles, queremos que brilhem. Mas o que podemos fazer de concreto para contribuir para que assim seja? E mais ainda, o quanto nosso desejo tem poder de influir, o quanto baste, na concretização de nossos sonhos. Se as cois...
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